Quando buscamos estudar e compreender mais a fundo a Comuna de Paris de 1871, logo percebemos que não há como explicá-la através de modelos explicativos sólidos ou de arcabouços teórico metodológicos únicos. A Comuna contou com participantes das mais variadas correntes teórico-filosóficas, dentre as quais estavam blanquistas, republicanos, marxistas, anarquistas (proudhonianos e coletivistas), enfim… Isso nos é sabido através dos mais variados estudos e fontes da época. No entanto, a vida real e as experiências vividas por aqueles que vivenciaram e atuaram na Comuna de Paris só pode ser de alguma maneira compreendida por nós, historiadores e estudiosos, através de relatos dos seus próprios atores e não através de modelos interpretativos mais rígidos que a afirmam como vencedora ou como vencida.
terça-feira, 6 de março de 2018
Anarquismo básico – Livro
Foi lançado em português o livro “Anarquismo básico“, que mostra os pontos de vista de alguns anarquistas sobre temas contemporâneos do nosso mundo.
Louise Michel A Rebelde
Louise Michel é uma professora libertária, uma das mais importantes revolucionárias da Comuna de Paris. Condenada por ter combatido as tropas de Bismark e o governo colaboracionista de Thiers, assim como milhares de revolucionários ela é enviada para uma colônia penal distante em meio a Oceania, a uma das ilhas do arquipélago da Nova Caledônia. Lá torna-se conhecida e admirada por todos os exilados, fazendo também amigos entre os kanaks, habitantes originários da ilha. Rapidamente Michel aprende sua língua e costumes, lhes ensina francês, e fica ao lado deles quando se rebelam e se insurgem contra a autoridade colonial. Para além de uma ideologia, Anarquia é para Louise Michel uma atitude ética.
Manual de Agricultura Urbana
Atualmente mais de 60% da população mundial vive em cidades, o que implica na demasiada exploração dos recursos naturais de forma displicente, que resulta em excessivo aumento da demanda acelerada de alimentos, energia e água, e um aumento da poluição do ar, rios, lagos e mares. As cidades mantem o ritmo frequente das sociedade do descartes e com isso atingem diretamente o ambiente natural causando grandes estragos, não só quebram o ecossistemas mas também reduzem drasticamente a biodiversidade. Causam grande impacto negativamente para a Terra, nossa obrigação é de buscar e criar alternativas para cidades sustentáveis.
Então precisamos perguntar:O que podemos fazer individualmente e/ou coletivamente, para resolver e combater a poluição ambiental e atuar em favor de uma soberania alimentar?
Existem várias maneiras de seguir, uma delas é a prática através de Agroecologia e Agricultura urbana, a fim de alcançar a sustentabilidade e soberania alimentar.
O que é Soberania Alimentar?
É o direito dos povos de definir suas próprias políticas estratégias e produção sustentável, distribuição e consumo de alimentos garantir o direito à alimentação para todos os povos, com base nas pequenas e médias produções, respeitando suas próprias culturas e a diversidade de formas sejam elas camponesas, produção agrícola, comercialização e gestão do espaço.
O que é Agroecologia?É a agricultura a partir de uma perspectiva ecológica, que é definida como a gestão ecologicamente sustentável dos agroecossistemas através da ação social coletiva que integra o conhecimento tradicional com o conhecimento técnico moderno para obter métodos de produção que respeitem o meio ambiente e a sociedade. É uma alternativa aos modelos de gestão do agronegócio para ajudar a resolver a crise ecológica e social, gerado pelo neoliberalismo e a globalização da economia…
– Permacultura
– Manejo de resíduos
– Compostagem
– Manejo de dejetos inorgânicos
– Método de cultivo bio-intensivo adaptado a situações urbanas
– Manejo ecológico de pragas
– Como preparar inseticidas naturais
Emma Goldman
Emma Goldman (Kaunas, 27 de junho de 1869 — Toronto, 14 de maio de 1940) foi uma anarquista conhecida por seu ativismo, seus escritos políticos e conferências que reuniam milhares de pessoas nos Estados Unidos. Teve um papel fundamental no desenvolvimento do anarquismo na América do Norte na primeira metade do século XX.
Nascida em Kovno, no Império Russo (atual Kaunas, na Lituânia), Goldman emigrou para os Estados Unidos da América em 1885 e viveu em Nova Iorque, onde conheceu e passou a fazer parte do florescente movimento anarquista. Atraída pelo anarquismo após a Revolta de Haymarket, Goldman tornou-se uma renomada ensaísta de filosofia anarquista e escritora, escrevendo artigos anticapitalistas bem como sobre a emancipação da mulher, problemas sociais e a luta sindical. Ela e o escritor anarquista Alexander Berkman, seu amante e companheiro por toda vida, planejaram assassinar Henry Clay Frick como uma ação de propaganda pelo ato. Embora Frick tenha sobrevivido ao atentado, Berkman foi sentenciado a vinte e dois anos na cadeia. Goldman foi presa várias vezes nos anos que se seguiram, por “incentivar motins” e ilegalmente distribuir informações sobre contracepção. Em 1906, Goldman fundou o jornal anarquista Mother Earth (Mãe Terra). Em 1917, Goldman e Berkman foram sentenciados a dois anos na cadeia por conspirarem para “induzir pessoas a não se alistarem” no serviço militar obrigatório, que havia sido recentemente instituído nos Estados Unidos. Depois de serem soltos da prisão, foram novamente presos – junto com centenas de outros progressistas – sendo deportados para a Rússia. Inicialmente simpatizantes da Revolução Bolchevique daquele país, Goldman rapidamente expressou sua oposição ao uso de violência dos sovietes e à repressão das vozes independentes. Em 1923, ela escreveu sobre suas experiências entre os bolcheviques, dando forma ao livro Minha Desilusão na Rússia (My Disillusionment in Russia). Enquanto viveu em Inglaterra, Canadá e França escreveu uma autobiografia chamada Vivendo Minha Vida (Living My Life). Com o início da Guerra Civil Espanhola, em 1936, Emma, já com mais de 60 anos, viajou até a Espanha para apoiar a Revolução Anarquista. Durante sua vida, Goldman foi celebrada por seus admiradores, como uma livre pensadora e “mulher rebelde”, e achincalhada pelos adversários, como sendo defensora de assassinatos políticos e revoluções violentas. Seus escritos e conferências abrangeram uma variedade de assuntos, incluindo o sistema prisional, ateísmo, liberdade de expressão, militarismo, capitalismo, casamento e emancipação das mulheres. Também desenvolveu novas formas de incorporar políticas de gênero no anarquismo. Emma Goldman faleceu na cidade de Toronto, no Canadá em 14 de Maio de 1940. Após décadas de obscuridade, nos anos 1970 a vida e a obra de Emma Goldman voltaram a ser reconhecidas na medida em que acadêmicas, feministas e anarquistas passaram a se interessar por ela. Este interesse implicou uma nova onda de divulgação de seu legado, com publicações de seus artigos e livros sendo relançados, e citações e imagens suas sendo estampadas em camisetas e cartazes.
É creditada a ela diversos ditos marcantes do anarquismo entre estes a famosa frase que diz – “Se não posso dançar, não é minha revolução” – capaz de definir de maneira simples a ideia anarquista de liberdade.
Huey Newton – A história dos Panteras Negras
O jeito aguerrido e feroz com o qual Newton desafiava o sistema político americano trouxe muitas consequências, uma delas foi a inimizade mortal com o FBI. A instituição tentou de todas as formas acabar com o partido dos Panteras Negras e seus líderes(fatos comprovados por documentos oficiais), o próprio Huey foi indiciado pela justiça duas vezes. A primeira por um tiroteio com as forças policiais, onde um dos policiais foi morto e a segunda detenção por uma acusação de estupro, da qual foi inocentado pela própria vítima e pela inexistência de provas. Perseguido por duas décadas pela política e sistema policial americano, Newton precisou se exilar e fugir da Califórnia por várias vezes, mas sempre se manteve líder do Partido dos Panteras Negras e sua vida virou símbolo de luta e resistência negra contra o racismo institucional americano. Ao longo dos anos 80 e 90 foi lembrado em musicas por rappers famosos como, Tupac Shakur e Notorious BIG e entrou para a cultura pop norte-americana como figura emblemática da história do país.
Em 22 de agosto de 1989, Huey Newton foi assassinado a tiros em Oakland, Califórnia. As investigações, inconclusivas, apontavam como assassino um traficante de 25 anos, que, segundo investigações, não recebera o que devia de Newton. A versão policial, contestada pelo movimento negro e pela justiça americana, nunca chegou a ser concluída como verdadeira. O fato é que Newton foi morto, mas saiu da vida para entrar na história. Seus feitos são lembrados até hoje e o punho fechado levantado, símbolo dos direitos humanos que Huey ajudou a popularizar entre a população negra, ainda causa arrepio entre racistas de todo o mundo.
Em 22 de agosto de 1989, Huey Newton foi assassinado a tiros em Oakland, Califórnia. As investigações, inconclusivas, apontavam como assassino um traficante de 25 anos, que, segundo investigações, não recebera o que devia de Newton. A versão policial, contestada pelo movimento negro e pela justiça americana, nunca chegou a ser concluída como verdadeira. O fato é que Newton foi morto, mas saiu da vida para entrar na história. Seus feitos são lembrados até hoje e o punho fechado levantado, símbolo dos direitos humanos que Huey ajudou a popularizar entre a população negra, ainda causa arrepio entre racistas de todo o mundo.
“O açúcar é um produto químico barato que, travestido de alimento, impregna a dieta do homem contemporâneo, transformando-a na ração patogênica que empurrou a humanidade para a era das doenças crônicas, metabólicas e degenerativas. Se a humanidade quiser se livrar das vergonhosas epidemias de cárie dentária, obesidade, diabetes, hipertensão etc. terá que em primeiro lugar deter o avanço da ditadura do açúcar e expulsar da mesa esse corpo estranho doce e nocivo.Você sabia que com açúcar se fabrica uma pólvora mais violentamente explosiva que a pólvora que você conhece? E que pode ser usada para o fabrico de bombas caseiras e como propelente de foguetes?
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Você sabia que o açúcar-de-cana não tem nada a ver com a cana-de-açúcar ?
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Você sabia que açúcar não devia se chamar de açúcar? que é um caso de falsidade ideológica ou semântica?
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Você sabia que a glicose com a qual a medicina quer que você seja tolerante os ratos não a toleram?
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Você sabia que duas colheres de sopa de açúcar são suficientes para matar um rato grande?
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Você sabia que de todos os açúcares que você conhece: glicose, frutose, lactose, sacarose, maltose, dextrina, ribose, arabinose, etc. apenas um deles faz mal ao ser humano?
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Você sabe que quando come um pedaço de pizza com catchupe, mostarda e Coca-Cola você ingere açúcar quatro vezes?
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Em sua opinião uma criança obesa é culpada de maus hábitos alimentares ou vítima de uma dieta patogênica?
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Para você açúcar é um alimento ou um aditivo químico? Em sua opinião ele deve fixar residência no Codex Alimentarius ou no Merck Chemical Database ?
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Você sabia que a gordura que você come não engorda? E que existe gordura saudável a despeito da obesidade mórbida?
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Você sabia que, se não comer açúcar, uma pessoa pode jantar e depois dormir sem escovar os dentes e sem se preocupar com cáries?”
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